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Saúde Financeira Maceió, Alagoas

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Saúde Financeira

A história é conhecida por muitos casais e famílias: o orçamento está apertado, contas no limite mas a poupança ou mesmo o equilíbrio financeiro ficam apenas na promessa. Por que esta situação é tão comum principalmente na classe média brasileira? A consultora em Saúde Financeira Suyen Miranda tem pesquisado o tema comportamento e dinheiro há cinco anos e traz alguns pontos de vista sobre esta questão.

1. Como fazer os filhos adolescentes gastarem menos e reduzir despesas em casa?

R: O primeiro passo é conversar com os filhos de forma amigável, sem o tom de dono da verdade, e explicar com clareza que as contas de consumo - telefone, luz, água, compras de mercado, por exemplo - estão num nível alto em relação à entrada de dinheiro, seja salário ou outras fontes. Noto que é raro o adolescente que tem uma visão clara de quanto as coisas da casa custam pois os pais raramente compartilham dados sobre o preço da escola, da luz, etc. e isso faz com que os filhos acreditem que há um depositário sem fim de dinheiro para bancar tudo isso. E eles não pensam assim por mal, simplesmente porque não foram estabelecidos limites claros no tocante a dinheiro.

2. E o que recomendar para quando os filhos querem coisas de marca, mais caras, ou modernas?

R: É válido querer, mas é preciso compreender os limites que existem na sociedade atual. Ninguém pode comprar tudo o que quer na hora que quer, mesmo quando tem recursos para isso, pois antes de tudo quem lida bem com dinheiro tem um controle e planejamento para realização de seus objetivos, portanto nada mais natural explicar aos filhos, ou mesmo ao cônjuge que tem este comportamento que é preciso planejar para depois adquirir e gastar. Isso vale inclusive para o jovem que tem sua mesada e faz compras de impulso, e se este comportamento for modificado desde cedo as chances de uma vida saudável financeiramente serão muito maiores. A pessoa pode comprar seus objetos de desejo contanto que tenha clareza de sua compra e com uso de recursos que não irão gerar problemas futuros para si ou para seus familiares.

3. E se o cônjuge é gastador, como controlar este afã por compras, principalmente de impulso?

R: A conversa franca e direta é fundamental em todos os aspectos da vida conjugal, e quando se trata de dinheiro isso é ainda mais relevante; vale o parceiro tomar a iniciativa de mostrar que as contas da casa estão num patamar, e que o consumo desenfreado ou mesmo não planejado tem afetado não só as contas mas principalmente o emocional de quem está bancando tudo isso. Como forma de começar, use a regra de três para demonstrar ao parceiro o quanto o consumo dele ou dela afeta a renda familiar, por exemplo, se o salário equivale a R$ 100, as despesas com compras de impulso que custam R$ 20 no mês equivalem a 20% do total de dinheiro recebido, o que é muito num orçamento familiar. Desta forma fica mais fácil compreender que R$ 20 parece pouco para quem tem renda de milhões, mas alta relevância numa renda de R$ 100, como é o caso deste exemplo.

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