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Psicológos Codó, Maranhão

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r Laranjeiras, 19 qd 62
São Luís, Maranhão
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Psicológos

A vida corporativa moderna com ênfase em metas cada vez mais ambiciosas coloca uma enorme carga de trabalho sobre o profissional. Isso, em um ambiente altamente competitivo, aumenta o estresse e a rivalidade entre os próprios colegas, favorecendo o surgimento do workaholic, aquele profissional viciado em trabalhar.

Na busca do sucesso, o workaholic dedica a vida à empresa, ao se dedicar de forma exagerada e sem limites às atividades diárias do trabalho. Muitas vezes esse profissional chega até a negligenciar sua vida pessoal, deixando de lado a família, saúde e o convívio dos amigos.

Mas ao contrário do viciado em trabalho, há também um outro tipo de profissional cada vez mais presente na era da Geração Y: É o worklover, um apaixonado pelo que faz. O gosto pela profissão é tanto que ele nem percebe se está trabalhando oito ou dez horas. Já o workaholic é um verdadeiro obcecado, vive para o trabalho, sem conseguir equilibrar a vida privada e a profissional.

A jornada infindável do viciado em trabalho costuma levá-lo à depressão. Assim, ele deixa de ser expansivo, começa a se relacionar menos, vive estressado, adquire síndromes como a do pânico, típica das vítimas do estresse, foge de eventos com a família e com amigos para trabalhar. O trabalho se transforma em um tipo de fuga.

É interessante notar que o viciado em trabalho tem seus objetivos e metas. Falta a ele, porém, metas pessoais. Por exemplo, um viciado em trabalho teria como meta "ganhar R$ 10.000,00 / mês antes dos 35 anos de idade". Ao passo que a meta do worklover seria "fazer bem meu trabalho, para poder viajar para a Europa com amigos". Ou seja, se a pessoa planeja a vida, mas ao olhar as suas metas só vê números e uma lista de tarefas empresariais, tudo leva a crer que ela é um workaholic.

A dedicação excessiva, desequilibrada, ao trabalho tem explicações específicas para cada caso. Pode ser fuga do tipo de vida que está levando, ansiedade por ascensão rápida na carreira, necessidade pessoal de mostrar resultados e conseguir reconhecimento, falta de planejamento de vida, embora a pessoa possa ter claro seu plano de carreira, ou qualquer outra questão pessoal que esteja pesando.

Deve-se buscar o equilíbrio

É lógico que existe a pressão do trabalho por mais resultados, no entanto, cabe a cada um colocar limites no que faz. Mesmo um viciado em trabalho não consegue fazer turnos de 20 horas todos os dias. Todos nós temos limites. Existem períodos que demandam mais trabalho, mas não pode ser a regra.

É preciso ter em mente que tudo que é feito de forma desequilibrada se torna contraproducente. As pessoas até chegam a aguentar uma carga extra de trabalho, mas passam também a cometer muito mais erros e acabam tomando decisões precipitadas, sem a análise necessária.

Por isso quando se trata de trabalho, para ter o mínimo de equilíbrio, a pessoa tem que aprender a ser produtiva em vez de estar apenas ocupada. É necessário impor limites e saber que o que importa é a qualidade e não a quantidade. Saber priorizar, trabalhar de forma eficaz, eficiente, com criatividade e ter bons relacionamentos. Isso é o que conta!

∗ Urgel Augustin é Diretor de Operações na Talk Interactive. Formado em Engenharia da Computação (PUC-PR), conta com conhecimentos de gerência de projetos (George Washington University), MBA em Empreendedorismo Tecnológico (PUC-PR) e MBA em Finanças pelo Ibmec (cursando).

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