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Médico do Trabalho
A Ergonomia como ciência teve origem em estudos sobre a Fisiologia do Trabalho, mais especificamente na fadiga e no consumo energético provocado pelo trabalho. As pesquisas tiveram como objetivo diagnosticar os problemas que causavam a fadiga no trabalho e, consequentemente, procurar soluções que pudessem eliminar ou minimizar este cansaço.
Mas, afinal, o que é ergonomia? Ergo significa trabalho e nomos pode ser interpretado como regras e leis naturais. Na definição da Ergonomics Research Society ela é o estudo do relacionamento entre o homem e seu trabalho, equipamento e ambiente, e aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas surgidos desse relacionamento. Ou seja, a Ergonomia é a adaptação do trabalho às características do homem.
Na esfera corporativa é comum a discussão sobre gastos com afastamentos, absenteísmo e perda da produtividade, contingente de trabalhadores com restrições, deterioração nas relações humanas e indenização jurídica por dano físico. Todos temas ligados à Ergonomia que, uma vez bem explorados, trarão benefícios às empresas.
Desde a informatização dos processos, tem se visto também uma grande pressão sobre a empresa decorrente do fenômeno social LER/DORT. Eles são os distúrbios ou lesões de músculos e/ou tendões e/ou nervos causados pela utilização biomecanicamente incorreta especialmente dos membros superiores. Os resultados mais comuns são dor, fadiga, queda de produtividade no trabalho e incapacidade temporária. Conforme o caso, evoluem para dor crônica, nesta fase agravada por fatores psíquicos que reduzem o limiar de sensibilidade.
Os principais causadores do LER/DORT são posturas estáticas, compressão mecânica, repouso insuficiente para recuperação dos tecidos e força excessiva. As empresas também podem agravar a situação caso imponham mudanças de tecnologia que gerem o aumento do número de movimentos, horas extras excessivas e repetitividade de movimentos.
As principais soluções para os problemas de Ergonomia são a eliminação ou a diminuição de frequência de movimentos e posturas críticas, desenvolvimento de projetos ergonômicos, rodízio ou revezamento nas tarefas, melhoria de método e organização do trabalho, exercícios para preparação para o trabalho, além da orientação e cobrança de atitudes corretas no trabalho. No caso da repetitividade de digitação, por exemplo, o ideal é que o trabalho não ultrapasse cinco horas por dia, sendo que, a cada 50 minutos trabalhados existam dez minutos de pausa.
Importante também sempre lembrar sobre a importância da qualidade de vida dos profissionais. A boa utilização de tempo para a família, para o lazer e para si mesmo são armas extremamente eficazes na resolução de conflitos e no manejo do estresse. E é igualmente relevante refletir sobre o fato de que as empresas que têm como meta obter destaque no mercado globalizado devem usar a Ergonomia como estratégia para otimizar as condições de trabalho e diminuir as influências nocivas à saúde física e mental dos colaboradores. Assim, serão proporcionados meios para que eles possam ser criativos e participativos nas organizações.
∗ Rui Bocchino Macedo é especialista em Medicina do Trabalho da DASA, que é representada em Mato Grosso pelas marcas Cedic/Cedilab..
www.cedic.com.br e www.cedilab.com.br
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